Projectos Europeus
FRAGILE é um encontro de dois mundos onde bailarinos e intérpretes com deficiência visual procuram desenvolver uma linguagem comum, enquanto exploram a sua própria voz individual.
Vo’Arte (PT)
Bærum Kulturhus (NO)
Salamanda Tandem (UK)
Projecto europeu dedicado à inclusão de pessoas cegas e com baixa visão nas artes performativas, através da construção de uma linguagem de movimento desenvolvida em colaboração com bailarinos profissionais. Implementado entre 2011 e 2013, reuniu a Associação Vo’Arte (Portugal), o Bærum Kulturhus (Noruega) e a Universidade de Tallinn (Estónia), sendo cofinanciado pelo Programa Cultura da União Europeia.
Assente no método de consciência corporal para pessoas com deficiência visual desenvolvido por Kjersti K. Engebrigtsen, o projecto cruzou investigação artística, prática pedagógica e criação contemporânea, envolvendo coreógrafos, intérpretes, realizadores, músicos, designers de luz, educadores e especialistas das áreas da deficiência visual. A colaboração internacional ancorou-se nas comunidades locais de cada país parceiro, promovendo intercâmbio de conhecimento e práticas inclusivas.
Workshops e formação (2011–2012) – Realizados em Portugal, Noruega e Estónia, os workshops reuniram participantes com e sem deficiência visual, explorando trabalho de chão, contacto, improvisação e práticas de consciência corporal. Estas sessões funcionaram como espaço de investigação e seleção de intérpretes para as criações subsequentes, promovendo a disseminação do método em cada contexto nacional.
Criação artística (2012–2013) – Cada coreógrafo desenvolveu uma peça original para um elenco misto de bailarinos profissionais e intérpretes com deficiência visual, investigando uma linguagem cénica que questiona paradigmas predominantemente visuais. O espectáculo final integrou três criações: Edge (Ana Rita Barata), Plexus (Kjersti K. Engebrigtsen) e Touched (Ajjar Ausma).
Apresentações e reflexão pública (2013) – A estreia teve lugar no Teatro Municipal Joaquim Benite, seguindo-se apresentações na Noruega e na Estónia. O projecto incluiu ainda o simpósio internacional FRAGILE? Dance, Arts & Visual Impairment, dedicado à reflexão interdisciplinar sobre dança, inclusão e educação artística.
FRAGILE afirmou a viabilidade estética e profissional de práticas de dança inclusiva, consolidou uma metodologia replicável de trabalho com intérpretes cegos e ampliou as redes internacionais de cooperação artística neste domínio. O projecto resultou ainda na produção de documentários nos países parceiros, assegurando registo, disseminação e continuidade crítica do trabalho desenvolvido.










