CiM - Companhia de Dança



Criada em 2007, a CiM – Companhia de Dança é um projeto com 18 anos de existência que contribui para a integração social e profissional de pessoas com e sem deficiência, como agente ativo nas artes performativas.
As suas actividades principais são a criação e circulação de espetáculos, bem como a formação pedagógica, através de aulas e ensaios regulares, workshops, e outras acções formativas.
Através de uma abordagem pioneira e da colaboração de diversos profissionais, a CiM proporciona aos seus intérpretes meios de acesso à cultura, promovendo a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências pessoais e sociais. O objetivo é capacitar cada intérprete para exercer a cidadania de forma assertiva, assumindo os seus direitos e deveres e contribuindo para uma participação comunitária responsável.
O repertório da CiM inclui 15 espetáculos, apresentados em mais de 35 cidades em Portugal e em 14 países no estrangeiro, envolvendo mais de 100 artistas com e sem deficiência. A componente formativa também é significativa: a CiM realizou mais de 50 workshops, com mais de 2.500 participantes, e o seu percurso artístico foi partilhado com mais de 300 mil espectadores.
O objectivo da CiM é divulgar, partilhar e replicar experiências junto de diferentes comunidades, instituições e interessados, através de ações de sensibilização. A companhia continua a explorar novos domínios estéticos e estilos coreográficos, questionando o corpo, a sua forma e os seus limites, assim como os métodos de o trabalhar, sempre com foco na qualidade artística e profissional e na capacitação dos intérpretes.
O trabalho da companhia já foi reconhecido com diversos prémios, incluindo o Prémio Nacional de Inclusão, o Prémio Acesso Cultura e uma Menção Honrosa do BPI Capacitar. A CiM tem impactado a vida de todos que a rodeiam, utilizando diferentes meios para valorizar a ideia de comunidade e partilha.

Em Digressão
Espectáculos
PEPAProjecto Educativo para as Artes

O Projecto PEPA é uma formação profissional estruturada num ciclo de 3 anos lectivos, desenvolvida pela CiM, que proporciona acesso a diversas linguagens artísticas, fundamentais ao desenvolvimento do trabalho multidisciplinar da companhia.
O projecto promove o pleno envolvimento dos intérpretes, investe na qualidade e acessibilidade artística e estimula uma prática assente na reflexão crítica, na partilha e no compromisso com o processo criativo.
Ao longo dos 3 anos, a formação regular organiza-se em aulas e ensaios com base na técnica de dança contemporânea, complementada por outras técnicas de movimento essenciais à formação do bailarino.
O intérprete que integra o projecto tem acesso à formação pontual com coreógrafos convidados, nacionais e internacionais, formação complementar noutras áreas artísticas, como teatro, cinema e escrita, e a participação nos eventos e festivais organizados pela Vo’Arte, promovendo uma vivência artística alargada e contextualizada.
O último ano de formação é dedicado à profissionalização, e cria oportunidades concretas de utilização prática dos conhecimentos adquiridos. Os intérpretes são integrados em processos artísticos, através da participação em criações da CiM, em formato de Espectáculo ou Oficina Coreográfica, bem como em projectos internacionais, incluindo semanas intensivas de formação em Portugal e no estrangeiro. Este contacto directo com o meio artístico, permite a experiência dos processos e ritmos de criação e de ensaio, preparando os intérpretes para uma integração no contexto profissional.
DES-ACERTO
Espetáculo na celebração dos 15 anos do percurso da companhia e do seu trabalho artístico, performático e pedagógico, com a particularidade de levar a palco os intérpretes do projecto de formação PEPA – Projecto Educativo para as Artes, e bailarinos profissionais.
DES-ACERTO procura reinventar o tempo e espaço interrompidos durante dois anos pela pandemia, uma ponte entre o retrato do antes e o do agora, onde ainda habitam os desejos, medos e desafios. As palavras e movimentos dão-se em encontros suspensos, em actos de decisão e acção para que o corpo marque um tempo único de partilha.
Replicar a CiM







Comunidade
Integrar
Participativo
Movimento
Colectivo
A CiM – Companhia de Dança pretende desenvolver, no território nacional, um ciclo de formação em dança contemporânea, num trabalho inclusivo. Replicar a CiM resulta num projecto artístico, envolvendo as diversas comunidades numa triangulação de mediação artística no território onde se insere.
Com o envolvimento da equipa artística da CiM, este ciclo de formação culmina numa apresentação final, aberta ao público. O foco do projecto centra-se na promoção da participação activa e na integração da pessoa com deficiência em actividades artísticas nas áreas da dança, do movimento e dos cruzamentos artísticos, bem como na participação de profissionais e estudantes das artes performativas, com vista ao desenvolvimento de técnicas e ferramentas de dança num trabalho inclusivo e acessível a todos.
A CiM pretende envolver as associações locais interessadas em integrar este projecto, promovendo um processo colectivo de partilha e criação em articulação com a companhia.
A sua intervenção abrangente, dirige-se a diferentes comunidades (famílias, crianças e seniores), procurando reunir artistas do território e afirmar o trabalho artístico inclusivo como instrumento de criação, participação e inovação social.
Assente numa lógica de triangulação entre companhia, tecido associativo e entidades dos espaços de apresentação (teatros, auditórios, entre outros), o projecto visa fortalecer o envolvimento territorial e assegurar as condições necessárias para a apresentação pública.
O projecto prevê momentos de debate com entidades locais que, no terreno, trabalham nas áreas artísticas e sociais, promovendo um diálogo sobre a importância da arte participativa e sobre o modo como a criação artística pode constituir uma alavanca de desenvolvimento humano.
Mafra
2026 . Mafra
Equipa

Ana Rita Barata
Directora artística da CiM, que fundou em 2007, desenvolve um percurso centrado na criação contemporânea e inclusiva, integrando intérpretes com e sem deficiência. O seu trabalho cruza dança e outras linguagens, questionando corpo, acessibilidade e participação artística. Tem criado repertório para palco e espaço público, dinamizando projectos comunitários e afirmando a CiM como referência na dança inclusiva em Portugal.

Pedro Sena Nunes
Director artístico da CiM, é realizador, produtor e programador cultural. Desenvolve projectos em cinema, documentário, ficção e vídeo experimental, investigando a relação entre corpo e imagem e trabalhando com artistas com e sem deficiência. Ao longo do seu percurso, tem explorando a interseção entre práticas cinematográficas e artes performativas. Co-criou o projecto Geração SOMA e participou em iniciativas europeias.

Bruno Rodrigues
Diretor artístico e pedagógico da CiM, intérprete, criador e formador. Licenciado em Dança pela Escola Superior de Dança, trabalha entre criação coreográfica, performance, formação e arte comunitária. A sua prática centra-se na inclusão e na valorização da diversidade dos corpos - normativos e não normativos - promovendo processos artísticos acessíveis e participativos, onde a arte se constrói com todas, todos e todes.

Joana Gomes
Licenciada em Ciência da Informação na U. Porto e com formação administrativa na ACAPO. Iniciou-se em dança inclusiva com FRAGILE (2011-2013), participou no projecto Unlimited Access e co-criou Rins. Trabalhou com Rodolfo Quintas, Madalena Vitorino e Tânia Carvalho. Integra a CiM desde 2013 em espectáculos como Edge, Contraluz, Memento, Rins e Rh. Em 2024 cria Uma Outra Forma, sobre deficiência visual.





































