EDGE
Momento ou espaço que corresponde ao fim ou ao começo de algo. Ou o quase. Ou a memória de um trajecto. Que não tem fim. É do dispositivo do desconhecido que partimos num percurso abstracto, que nos transporta ao mais concreto da vida – o início de tudo.
O início de cada uma das trajectórias – quatro – numa memória sobre um limiar de alguma coisa. Uma luz, um buraco, um processo, a vida e morte – o início de tudo.
Cada trajectória depende uma da outra, são pares mas diferentes entre si. Unem-se no movimento, criam um limite e depois dividem o espaço. Trocam material, recombinam, reduzem-se e separam-se. Geram uma história que começa e acaba ali mesmo – fica uma linha imaginária. Quem a vê é porque quer olhar.
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EDGE resultou do projecto co-financiado pela União Europeia FRAGILE – Inclusão de pessoas com deficiência visual nas artes performativas, uma parceria entre três coreógrafos da Estónia, Noruega e Portugal através das estruturas Bærum Kulturhus (NO), Vo’Arte (PT), Universidade de Talin (EE) e Salamanda Tandem (UK).
O foco principal deste projecto incidia na construção de uma nova linguagem de movimento, através da partilha de experiências entre cegos e bailarinos profissionais, afirmação da possibilidade de profissionalização de pessoas com deficiência visual nas artes performativas e pesquisa de propostas inclusivas de apresentação de dança a um público plural.
O facto de não poder ver ou de ter a visão reduzida faz com que um cego tenha um ponto de partida diferente. A mudança deste ponto de partida faculta a criação de um diferente “padrão de movimento”. O coreógrafo deverá focar-se nesta mudança de paradigma e proporcionar a oportunidade de explorar novas possibilidades de expressão.
FRAGILE cruza as fronteiras da arte, incluindo diversas disciplinas artísticas em diálogo e questionamento dos limites das suas áreas de intervenção, num verdadeiro compromisso de transdisciplinaridade
| 29 e 30 de Março 2013 | Estreia | Teatro Joaquim Benite | Almada |
| 16 de Abril 2013 | Projecto Europeu Fragile | Bærum Kulturhus | Oslo, Noruega |
| 19 e 20 de Abril 2013 | Projecto Europeu Fragile | KUMU Art Museum | Talin, Estónia |
| 7 e 8 de Dezembro 2013 | InShadow – Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologias | São Luiz Teatro Municipal | Lisboa |
| 15 de Maio de 2015 | Teatro Sá de Miranda | Viana do Castelo | |
| 16 de Janeiro de 2016 | Auditório de Olhão | Algarve | |
| 7 de Janeiro de 2017 | 3ª edição da Monstrare – Mostra Internacional de Cinema | Cine-Teatro Louletano | Loulé |
Direcção Artística | Ana Rita Barata, Pedro Sena Nunes
Coreografia | Ana Rita Barata
Filme | Pedro Sena Nunes
Intérpretes | Bernardo Gama, Joana Gomes, Luís Oliveira, Sofia Soromenho
Figurinos | Marta Carreiras
Direcção Técnica | João Cachulo
Desenho de Luz e Vídeo | João Cachulo
Música e Desenho de Som | Tiago Cerqueira
Registo e Pós-Produção Vídeo | Pedro Sena Nunes, João P. Duarte
Desenhos | Sara Dias
Texto | Joseph Lambert
Fotografia | Henrique Frazão, A. Roque, Jaan Krivel
Coordenação Projecto FRAGILE em Portugal | Clara Antunes
Produção e Difusão | Patrícia Soares
Coordenação Executiva CiM | Célia Carmona
Direcção Executiva CiM | A. Barata
Co-financiamento | Projecto Europeu FRAGILE, pela União Europeia
Promoção
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