Entre 24 e 27 de Junho, o Teatro do Bairro acolheu mais uma edição do InArt – Community Arts Festival. Foram quatro dias de espetáculos, filmes, conversas e encontros que reuniram artistas, públicos e comunidades em torno da criação artística, da participação e da partilha de experiências.
A semana começou com a apresentação do espectáculo b(l)alloon, de Blip | inclusive multisensory project (GR), no dia 24, quarta-feira. A peça explorou o som, o movimento e a vibração como campos perceptivos partilhados, criando uma linguagem, não verbal e multissensorial. Durante a conversa, o grupo partilhou que ainda é uma peça em criação, que aproveitaram esta apresentação como momento de experimentação de figurinos, uma exploração dos sons que os diferentes tecidos fazem.
No dia 25, a sessão inicou com a exibição dos filmes She’s Ready, de Nina Cavalcanti (BR) e The Occurrence of Colours by Night de Sophia Lenglachner (AU/DE). NOÉ (PT) apresentou o resultado do processo de criação e projecto de investigação, My Body? My Sex!, que contou com a participação da comunidade do laboratório de Lisboa. O resultado foi uma reflexão crítica sobre género, identidade, sexualidade e desejo. Um questionamento das normas sexuais e a exploração potencial transformadora e libertadora do corpo.
Após um laboratório coreográfico de 5 dias, o resultado do trabalho de Jordi L. Vidal (ES/BE), The Crossing, foi apresentado na sexta-feira, dia 26. A apresentação foi precedida pelos filmes, Há Mar e Mar de Chris Poulles (PT), e Entagled Waters de Robin Bisio (EUA). Na conversa final com os artistas, contámos também com a presença de Marta Reis Jardim, intérprete e coreógrafa do primeiro filme exibido da noite. Marta partilhou como um continente feito de plástico à deriva no mar e uma ave que tinha plástico no seu estômago, levou à coreografia que criou com Magum Soares, que, por sua vez, levou à curta-metragem apresentada.
O último dia de programação de 2026, dia 27, teve como foco o tema do envelhecimento e camaradagem, com a exibição do filme The Sea de Douglas Rosenberg (EUA). Durante a conversa aberta, o realizador partilhou parte do processo de produção do filme e como a sua vida pessoal foi uma fonte de inspiração ao longo da sua carreira.











