b(l)alloon
Grupo: Blip | inclusive multisensory project
Título da performance: b(l)alloon
Concepção, Coreografia: Yiota Peklari, Vassia Zorbali
Instalação Visual: Vassia Zorbali
Design sonoro: Yiota Peklari
Assistente de coreografia: Natasha Chanta-Martin
Interpretação: Vassia Zorbali, Yiota Peklari, Christos Koutsovasilis, Olga Dalekou, Thanos Daskalopoulos
Produção: PLAYGROUND for the arts
b(l)alloon é uma performance coreográfica da Blip | inclusive multisensory project, um colectivo de artistas com e sem deficiência. A obra explora o som, o movimento e a vibração como campos perceptivos partilhados, criando uma linguagem não verbal e multissensorial acessível a públicos diversos.
A peça assenta no conceito da estética do acesso, em que a acessibilidade funciona como o eixo artístico central, e não como um elemento adicional. Os intérpretes criam um ambiente sonoro dinâmico no qual a música se torna visível e a dança audível. Trabalhando com movimentos sonoros e silenciosos, a respiração e a voz, utilizam a música corporal para produzir e organizar colectivamente o ritmo. Através da repetição, da sobreposição e de mudanças subtis de intensidade, surgem padrões rítmicos tácteis que podem ser percebidos através da vibração e da proximidade, estendendo-se para além de estruturas fixas ou metronómicas.
As ferramentas da escuta profunda orientam o processo, direccionando a atenção para o ritmo, a orientação espacial e a presença dos outros. Os intérpretes sintonizam-se continuamente uns com os outros, moldando a obra em tempo real. A comunicação desenvolve-se através da respiração, da vibração e do ritmo colectivo, em vez da linguagem falada, permitindo que surja um campo sensorial partilhado entre diferentes capacidades perceptivas.
A performance acontece num ambiente intimista e circular, convidando o público a partilhar um espaço de atenção comum. Está especialmente atenta às perspectivas dos espectadores cegos, com deficiência visual, surdos e com dificuldades auditivas, sem os separar do público em geral. Um elemento central é uma frágil instalação de balões suspensos, que funcionam como corpos ressonantes que amplificam a vibração e marcam a passagem do tempo, sempre à beira do desaparecimento.

