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Uma luz poderosa voltou a sobrevoar o Festival InShadow, desenhando um mapa de sombras, brilhos e reflexos, que convocam memórias e experiências únicas, provocadas por feixes-linhas programáticas que caracterizaram o corpus desta edição. 

 

Encadeados pelas sombras e colisão de acontecimentos das propostas deste ano, pretendemos que o espectador acolha as partículas, algumas ínfimas, outras subliminares, de imagens e sons, e inscrevam as suas pegadas na dinâmica colectiva das salas do festival.

 

O palco transforma-se no lugar de intersecção do corpo do intérprete perante o corpo do espectador, numa relação bi-tridimensional com a natureza de diferentes imagens e a respectiva expansão para paisagens que os seus sentidos conseguem alcançar. Presenciar para crer e sentir. 

 

Orgulhosamente festejamos a engenharia programática edificada para  a sétima edição do Festival InShadow.  Agradecemos a generosidade invisível e a confiança de todos os que continuam a acreditar na nossa  destreza polifónica, ciclicamente à procura do que ainda não existe. 2016 promete muito mais.

InShadow é um festival “laboratório”, de referência no território da criação contemporânea transdisciplinar, com uma programação transdisciplinar que cruza linguagens artísticas contemporâneas e criações tecnológicas com uma abordagem experimental no palco e noutros locais improváveis. 

A programação desta edição ampliou o retrato-memória que se tem vindo a construir ao longo dos anos através das companhias, artistas e investigadores envolvidos, que de forma notória dão prioridade à experiência e à procura de respostas, e com elas acesso a outras perguntas, das relações entre corpo e imagem. 

Programar é ter o prazer de inventar um novo momento, é uma economia de partilha, neste caso de projectos artísticos. Programar é uma articulação, um desvendamento hipnótico, circular, uma acção que a um outro gesto chega, lhe sucede. É como se fosse possível reconstruir o mundo através de coisas que ainda não existem, mas nas quais acreditamos. 

A sequência de propostas que apresentámos este ano cingem-se a um tema de fusão no qual o epicentro é o futuro. Inventamos todos um mundo de futuro com as opções que fazemos. O festival é habitado por actividades de criatividade e expressão artística. Este é o grande túnel por onde caminhamos. A tecnologia estará sempre ao serviço da nossa qualidade de vida.


Programar na sombra, através da sombra, é como estar um pouco por todo o lado, é uma constante social inscrita na nossa identidade. Procuramos reflectir a sombra e o que nela habita. Fazê-mo-lo num duplo sentido​: na perspectiva da luz e do movimento.


​Sombras, de novo. Escuro. Música, sugestões, tecnologias expansivas. Corpos em pose, homens e mulheres soltos, no jardim, na sala. Harmonia quebrada – transições múltiplas. A luz desaparece como que expelida para o vácuo. Uma câmara passa lentamente, desce ao palco. às profundezas. Da luz para o negro. Fronteiras implicadas. Regresso à luz. A sombra aguarda...

Difícil querer organizar a narrativa deste festival de forma linear. 
Não é fácil, mas é possível.

Pedro Sena Nunes e Ana Rita Barata

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